Como assumimos o porco?

Por: Torcida Mancha -

Torcida assume o porco como mascote do Palmeiras - Torcida Mancha Alvi Verde - SE Palmeiras

1986.

Esse foi o ano que, pela primeira vez, o torcedor palmeirense ecoou o grito de “PORCO” como incentivo.

A Copa do Mundo de 1986 deixou de legado o ritmo de uma música. E usamos, na época, o famoso: DÁ-LHE, PORCO, DÁ-LHE, PORCO, OLE, OLE, OLE.

Alguns dizem que foi no jogo contra o Corinthians, naqueles 3 x 0 da semifinal do Paulista, outros dizem que foi no 1 x 0 em cima do Santos, no fim de outubro do mesmo ano, e até no 0 x 0 com o São Paulo, em novembro.

A ORIGEM: 1969

No Paulista de 1969, Lidu e Eduardo, dois dos destaques do Corinthians, morreram em um acidente de carro. Quando ocorreu isto, as inscrições já estavam encerradas, mas a diretoria corintiana tentou inscrever dois atletas no lugar. Para isso, todos os clubes deveriam ser a favor. O único contra foi o Verdão. O nosso maior rival passou a chamar os palmeirenses de porcos, em um sentido pejorativo da palavra, e todos os outros torcedores rivais adotaram esse “xingamento”. Realmente era uma ofensa, durante a época da fila era rotineiro os corintianos levantarem os braços e cantarem de uma forma lenta e alta ”Porcooo, Porcooo, Porcooo” e depois cantar o “parabéns pra você”, contando os anos da fila.

Era um ódio só que sentíamos… Era uma ofensa das piores… Uma falta de respeito com o Palmeiras e sua torcida.

GOBBATO E O PORCO: 1983    

Torcida assume o porco como mascote do Palmeiras - Torcida Mancha Alvi Verde - SE Palmeiras

João Roberto Gobbato, então diretor de marketing do Palmeiras, começou em 1983 a cogitar assumir o porco. Foi detonado pelos conselheiros mais conservadores, mas as torcidas uniformizadas passaram a ver com bons olhos o “novo” mascote.

A TUP era a maior organizada do clube e já tinham liderança de respeito e consagrada na torcida do Palmeiras: nomes como Marcelo, Formigão, Cabeção, Osmar e entre outros. E também surgia uma nova torcida a qual a irreverência e a polêmica estavam no seu DNA.

A Mancha Verde, com uma rapaziada meia ensandecida, eram moleques ousados como Cléo, Moacir, Paulinho, Cascão, Peruche e outros que eram orientados pelos mais experientes: Dorival e Atibaia.

A ousadia de Gobbato com essa rapaziada deu química. Mesmo assim foram quase três anos da ideia para a aceitação. Afinal, como uma ofensa poderia virar um apoio?

O Gobbato fez um trabalho de marketing, realmente teve uma visão além da sua época, mostrou que a imagem do porco poderia ser reconstruída, e a palavra porco se encaixava em vários gritos de arquibancada.  E não deu outra:

“Dá-lhe, porco, dá-lhe, porco, ole, ole, ole”

“E dá-lhe porco é o nosso grito de guerra…. A Mancha Verde é só vibração…”

“Ole, porco! Ole, porco! Ole, porco!”

“Porco, canta comigo, nessa campanha quero sempre estar contigo”

“Porco, porco da minha vida, você é a alegria do meu coração”

“Vamos ganhar, porco! Vamos ganhar, porco”

“Porcoooo, porcoooo, porco oo o oo oo”

“Po po po porco, eu sou da mancha”

ALGUMAS CURIOSIDADES:

O porco de porcelana

Durante o Paulistão de 87, a Mancha levava um porco de porcelana. O Bolão, um dos nossos sócios, levou o porco em um pai de santo que fez a profecia: “se esse porco entrar com o time em todos os jogos, o Palmeiras sairá da fila”.  Assim foi. Todos os jogos estava lá o porco de porcelana. A diretoria do Palmeiras comprou a ideia, os jogadores compraram a ideia. E o pai de santo estava acertando, Palmeiras invicto e ganhando os jogos.

Certa vez, em um clássico contra o SPFC, no Morumbi, ao subir o corredor para entrar no estádio, o Marco Aurélio Cunha (na época médico) tentou dar um tapa para derrubar o porco de porcelana… Foi uma confusão generalizada e o porquinho sobreviveu ao ataque do bambi… Até aquele fatídico jogo em Ribeirão Preto.

O gandula do Botafogo-RP ficou acompanhando aquela comitiva de torcedores que entraram com os jogadores segurando o porco de porcelana. Era uma comitiva com uns caras da TUP e da Mancha, sempre cercando e protegendo o porco. Só que aquele domingo à tarde, não repararam que o gandula era torcedor rival… E quando perceberam, o gandula deu uma voadora no Bolão e o porco caiu no gramado se espatifando. Resultado: mais um ano na fila.

O porco Chicão  

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A criatividade sempre foi a característica da nossa torcida. Para evitar os ataques ao porco de porcelana, os moleques (Herman, Nene, Barney), sob o comando do Cléo, foram até o sítio do Atibaia e pegaram um porco de verdade. Isto mesmo. Um porco vivo entrava nos estádios (naquela época não tinha frescuras, eram outros tempos)… Até o Jorginho Putinatti (o nosso craque camisa 7) posou para a Placar com o porco no colo. Vários jogos o porco Chicão entrou como mascote do time. Em jogos no interior, o porco Chicão ia de caravana, jogos no Morumbi, com mais de 100 mil torcedores, e o Chicão lá no meio de campo com os atletas.

Torcida assume o porco como mascote do Palmeiras - Torcida Mancha Alvi Verde - SE Palmeiras

O porco Gobbato

Em novembro de 2016, o Palmeiras oficializou o porco como mascote e apresentou o “Gobbato”, que já é conhecido de todos os palmeirenses. O nome do mascote faz referência óbvia a João Roberto Gobbato, responsável pelo apelido.

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