“Jogo de novo?”, já diziam nossas mães.

Por: Torcida Mancha -

A Mancha Verde, com muita estima, aproveita o Dia das Mães para homenagear as mulheres mais importantes de nossas vidas!

“Jogo de novo?”
“Vai viajar para ver futebol?”
“Você já foi na Mancha a semana toda!”

Parabéns a todas as MÃES pelo seu dia!

Em especial a todas MÃES palmeirenses e manchistas; as que participam de forma direta ou indireta de nossa entidade… As que estão no dia a dia conosco, as que torcem para nosso sucesso mesmo à distância, as que se preocupam dia e noite com nosso bem-estar e carregam no coração um amor único e incondicional.

Afinal de contas, Deus não daria a qualquer um o dom de cuidar e criar uma vida. Seja em seu ventre ou não.

Gostaríamos de destacar algumas mães em especial:
Dona Norma
Dona Elza
Drª Silvia Carbonaro

Mulheres guerreiras! Com muita fibra, vontade de vencer e um amor e dedicação inigualável!

Sabemos que de alguma forma essas guerreiras influenciaram diretamente o caminho de dois líderes de nossa entidade… Com caráter, dignidade, amor e dedicação… Saibam que elas estão presentes, cuidando de vocês e olhando e torcendo por todos nós!

Dona Norma

Não a vemos somente como mãe do Paulinho… Vemos como a “MÃE” da Mancha.

A Dona Norma transmitia força, austeridade, confiança. Era uma mulher impressionante. Se dedicava aos filhos e os protegia, os encorajava… Só que essa sua força transbordava e chegava também até nós.

A Dona Norma, na Copa de 82, costurava as bandeiras do Brasil, e fez isto também em 86, e ajudava os “meninos” que estavam começando a montar uma torcida, Atibaia, Cleo, Marcão e tantos outros que também eram “filhos de Dona Norma”, em tratamento, puxão de orelha e carinho.

E não só eles… A molecada que viria em gerações futuras seria “adotada” também pelo seu carisma! Foi assim com a molecada do AOA, com a geração dos anos 2000, quando Dona Norma cuidava do atelier do carnaval quando a Mancha ainda era apenas um bloco carnavalesco. Todos respeitavam e admiravam Dona Norma.


Todos, sem exceção, inimigos ou amigos, não teriam como negar a garra, superação e empreendedorismo do Paulo Serdan. Não por acaso.

Desde criar nos anos 90 a estamparia para roupa de torcida, como se envolver e construir uma escola de samba, e apesar de todas as dificuldades apresentadas no percurso os objetivos sempre foram alcançados. Certa vez Paulinho foi questionado: “Cara, da onde você tira tanta força? Às vezes não desanima e dá vontade de jogar tudo pelos ares?”. E a resposta foi uma só – “Minha mãe”.

E hoje, lá do céu, temos a nossa estrela Norma a nos guiar (trecho do livro “Mancha Verde minha vida”).

Dona Elza

Dona Elza veio de Londrina depois da metade dos anos sessenta, com o filho mais velho no colo, dos cinco que teve. Dona Elza começou a trabalhar de doméstica em uma casa de família na região central de São Paulo.

Dona Elza não tinha com quem deixar o filho, pois não tinha familiares aqui em São Paulo, sendo assim, ficava durante o dia na casa com a criança onde trabalhava, e a noite o dono da casa chegava e não gostava de crianças, muito menos do choro… Pois bem, Dona Elza saía tarde da noite da casa quando ele chegava, e ficava ali na rua, muitas vezes fria e ao relento. Retornava pela manhã quando o patrão saia para trabalhar.

Dona Elza é mãe de Reginaldo. Ex-vice presidente da torcida e atual presidente do conselho da escola de samba. Infelizmente, ela nos deixou há quase um mês de forma física, mas ainda se encontra presente cuidando de seus filhos e torcendo por nós.

Drª Sílvia Carbonaro

Drª Silvia era advogada e exercia muito a função dentro da Mancha. Era mãe de um. E tornou-se mãe de vários dentro da torcida e da escola de samba.

Bondosa, carinhosa e atenciosa, Drª Silvia se preocupava não só com a vida jurídica de todos, mas principalmente com a vida pessoal. Ela vivia os dois mundos: escola e torcida, mesmo quando as duas não caminhavam totalmente juntas. Tornou-se um símbolo de dignidade, graças ao amor que sentia pela Mancha. Que transbordava.

E tornou-se um símbolo não só para a Mancha, mas ganhou também o respeito de todas as outras torcidas. Ela veio a esse mundo para ajudar, não importasse a quem. E defendia os nossos interesses.

Nosso único interesse era tê-la sempre por perto. Mas em 11 de janeiro de 2015 ela se foi, ironicamente na data de nosso aniversário, para ficar para sempre lembrada e marcada em nossa história.

Que prazer o nosso ter uma mãe dessas! E que honra contar com este anjo zelando por nós. Obrigado, Drª Silvia!

Um feliz Dia das Mães a todas que se sintam representadas por essas grandes mulheres!

 

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