O Leo do Palmeiras. E da Mancha!

Por: Torcida Mancha - 15 de setembro de 2017

 

Manoel dos Santos… Ou Manoel Palmeiras?

Para quem não sabe, esse é o nome do Leo… O de batismo, do qual ele não gosta muito, é o primeiro…

E o segundo nome é o qual ele briga na justiça. Sim, acredite, ele quer trocar o “dos Santos” por “Palmeiras”!

O nosso Leo.

O cara que cuida da quadra nos dias de hoje.

Fisicamente continua o mesmo: torcedor e sócio da Mancha Verde.

Baiano porreta, nasceu em Brejo Santo (CE) em 1957, em 1960 mudou-se para Salgueiro (PE) e no final dos anos 70 veio para Sampa… Sabemos que naquela época (atualmente não mudou muito), lá para o Nordeste, os times do Rio eram os favoritos. E o Flamengo, então, nem se fala… O Leo optou pelo Palmeiras em 1972, quando a Academia imperava e, por coincidência do destino, logo após a goleada histórica do Verdão em cima do Flamengo de Zico no Maraca em 1979, ele se mudou para São Paulo e foi morar no bairro do Pari, onde começou a frequentar o estádio em todos os jogos do Palmeiras.

A Mancha é uma sociedade dentro da sociedade, que dá oportunidades, que proporciona lazer, que é uma opção de vida a algumas pessoas.

E foi a Mancha que abriu as portas quando a sociedade as fechou… Todos nós sabemos o quão difícil é para um nordestino se consolidar e vencer nessa metrópole devastadora. E o Leo é um desses vitoriosos.

Quem vê o Leo nos dias de hoje, lá na quadra, sempre limpando e mantendo tudo em ordem, imagina que ele é um funcionário, ou caseiro, mas está completamente enganado. Ele é a própria Mancha Verde… Optou por viver pela Mancha, e para a Mancha.

O Leo era frentista, trabalhava em um posto de gasolina nas Perdizes e a Mancha levava as bandeiras para serem lavadas exatamente nesse posto. E todos tinham respeito pelo Leo. Ninguém se metia à besta de zuá-lo!

O Leo sempre esteve presente na sede da Padre Antônio Tomás, sempre esteve na arquibancada cantando e apoiando o seu Palmeiras… Nas caravanas pelo Brasil afora, o Leo sempre esteve presente, passando frio, fome e sufoco, em várias cidades. O que todos fizemos pela torcida o Leo também fez: levar bandeiras, acender piscas e fumaças, brigar, cantar, criticar e apoiar o time.

Só que ele fez algo a mais que poucos de nós fizemos pela entidade… Ele se doou, doou a sua vida à Mancha,  transformando-a na vida da própria torcida.

Quando entramos, ou invadimos, como queiram chamar, o terreno da Abraão Ribeiro, precisávamos de alguém lá dentro durante 24 horas por dia! Só tinha um barraco no meio do barro, dentro de um terreno vazio, ou praticamente vazio, no qual existiam vários ratos… E foi nesse cenário que o Leo disse ao Paulinho que poderia morar lá e cuidar do terreno, sendo que estávamos na quadra do Águia de Ouro e lá ele tinha o seu quartinho arrumado, assim como lhe fora dada a opção de continuar e ser o caseiro de lá após a saída da Mancha!

Mas o Leo optou por ficar na dificuldade, na chuva, no sol… O seu quarto era debaixo de um carro alegórico!

Só que ali ele estava na Mancha, e ajudando a sua Mancha Verde.

Depois construímos a maior quadra de torcidas que já existiu!

Era uma mansão, como diziam o Gordinho, Vuan e o Goga, todos do Barracão. E na “mansão” tinha o quarto do Leo.

No começo dos anos 2000, havia uma geração nova que colava todas as noites na quadra: Neilo, Giovani, Marcelo, Luizinho Carneiro, Reginaldo, Luciano, Angelo Vintecinco e os caras do Barracão. E eram chatos… Só que dava o horário e o Leo desligava a luz, e botava todo mundo para correr. Certa vez, o Giovani (que era um monstro na mão) falou mais grosso, ou disse algo que o Leo não gostou… E tiveram que, literalmente, sair do quartinho dele, lá de cima, correndo e desviando…

Depois de alguns anos tomaram nossa “mansão”. Perdemos a quadra da Abraão Ribeiro, e o Leo já fazia parte do patrimônio da Mancha, sendo assim, o Paulinho arrumou um hotel para ele perto da Francisco Matarazzo!

Depois ele foi trabalhar na empresa do Vilmar… Ele tinha tudo… Só que ao mesmo tempo ele estava triste… Não tinha a Mancha… Não tinha a quadra para cuidar, falar com as pessoas, contar as histórias da Mancha.

Faltava algo. E o Leo sem a Mancha, e a Mancha sem o Leo, não tinha graça.

Após algum tempo, já entre o final de 2007 e início de 2008, conseguimos recuperar a quadra da Abraão e, na sequência, arrumamos a nova quadra perto da ponte Júlio de Mesquita.

E, para quem quiser saber um pouco da história da Mancha, basta chegar na quadra e procurar, não pelo caseiro, e sim pelo Leo da Mancha.

O Leo atravessou, viveu e conviveu com todas as gerações da Mancha.

Conheça mais histórias como essa clicando aqui.

Não temos como agradecer e mensurar o que ele representa para a entidade!

 

Veja também...


Card image cap

Festa de dia das crianças

QUINTA-FEIRA TEM FESTA DAS CRIANÇAS NA NOSSA QUADRA! Dia das crianças – Torcida Mancha Alvi…

Leia Mais...

Last updated 3 mins ago

Card image cap

TROFÉU LANCE – O dia em que o Manchão foi preso

  A função primordial de uma torcida organizada é fazer festa na arquibancada… Torcer e…

Leia Mais...

Last updated 3 mins ago

Card image cap

CAMPEONATO DA UNIÃO “MOACIR BIANCHI” 2017

A tabela da primeira rodada do Campeonato da União “Moacir Bianchi” 2017 já está definida…

Leia Mais...

Last updated 3 mins ago

Card image cap

O maior bandeirão do mundo

Paulo Serdan foi um visionário. Logo após assumir a presidência da Mancha Verde, no final…

Leia Mais...

Last updated 3 mins ago

Criado e desenvolvido por Claudio Melo