O sonho de Cléo: a Mancha Verde Mirim

Por: Torcida Mancha -

Realmente o Cléo estava à frente de seu tempo. E pensou em criar o futuro da Mancha por meio de uma torcida dentro da própria torcida… E assim foi o incentivador, criador e idealizador da Mancha Verde Mirim.

Já tinha a molecada que andava com ele na sede. Só que esses moleques eram endiabrados e Turuna, Nenê, Barney, poderiam até ter idade, mas não tinham perfil para a Mancha Mirim.

Então o Quincas foi o escolhido para ser o presidente da Mancha Verde Mirim. Pra cuidar de uma molecada entre uns nove e onze anos. A grande maioria dessas “crianças” jogava futebol de salão no Palmeiras. O Cebola com o Richard, que jogavam futsal no infanto do Palmeiras, davam moral para o Quincas manter aquela molecada, formada por Carlão, Dedé, Gustavo, Guilherme e Anderson.

A ideia do Cléo era a de ter uma torcida feita para crianças. Seria uma escola, para depois entrarem para a Mancha Verde. E outra ideia era fazer a fundação no dia 12 de outubro, ou seja, no Dia das Crianças!

E o sonho foi realizado, porém o destino nos pregou algumas peças…

Depois de completar uma semana de fundação da Mancha Mirim, o Cléo foi assassinado de forma covarde.

E no primeiro jogo com a faixa da Mancha Verde Mirim, o idealizador não estava presente.

O Cléo não viu se transformando em realiade mais um projeto audacioso que inventou.

O jogo de estreia da Mancha Mirim na arquibancada foi justamente o jogo contra o Cruzeiro, no qual fora feita a homenagem para o Cléo, e no qual ocorrera a briga histórica.

A Mancha Verde Mirim depois alterou a data da fundação para o dia 18/10/1988, a data do falecimento do Cléo.

A torcida das crianças mais chatas do Brasil continuou e a esta foram se juntando mais e mais moleques, como o Pingo, Rochinha, Kiosque, Mad (ele mesmo, o Cara de Morango), Fábio Bola, entre tantos outros!

 

Eles tocavam o terror nas torcidas visitantes. Antes da primeira reforma do Parque Antárctica, depois das cadeiras numeradas havia a numerada descoberta, e depois ainda outro espaço, que era para a torcida visitante, e, na sequência, começava a arquibancada atrás do placar.

A Mancha Mirim colocava sua faixa ali no canto, após a numerada e próxima aos visitantes. E perturbavam os caras. Deveria ser muito chato para a torcida do Flamengo, São Paulo e outras ficarem os noventa minutos ouvindo um monte de crianças chatas xingando, ameaçando, tacando as coisas, o tempo inteiro.

Os moleques nem prestavam atenção ao jogo… Só ficavam irritando os adversários!

O jogo histórico da Mancha Mirim foi contra o São Paulo, também no Parque Antárctica, no qual da numerada descoberta os moleques da Mancha Mirim começaram a jogar pedras na Independente! A PM foi procurar os pais dos moleques para repreender aquela atitude hostil… Eram outros tempos!

Com o passar dos anos os moleques foram crescendo e, óbvio, o sonho deles era ser da Mancha Verde, e não houve uma nova geração de crianças para manter viva a Mancha Verde Mirim. Embora hoje em dia muitas crianças frequentem a nossa quadra e sede.

Só que ali foi uma escola para a formação dessas crianças de oito, nove, dez anos. Muitos deles hoje são homens bem-sucedidos e envolvidos na Sociedade Esportiva Palmeiras.

Os irmãos Guilherme e Gustavo Pereira são conselheiros da S.EP. O Carlão, além de conselheiro, já foi candidato ao cargo de vice-presidente do Palmeiras!

O Fábio Bola trabalha no mundo esportivo como assessor de imprensa e empresário de alguns jogadores.

O Mad, e todo o seu carisma, atravessou gerações, e continua frequentando a torcida, além também de ser ritmista da Escola.

E todos os demais que participaram dessa época de ouro fizeram história e, com certeza, orgulharam o Cléo pelo sonho que ele teve de fazer uma torcida da Mancha para crianças.

O papel social da Mancha com as crianças

A Mancha Mirim encerrou suas atividades na arquibancada. Porém, a Mancha Verde sempre se preocupou com suas crianças. Afinal, são o nosso futuro.

A Mancha Verde já teve uma escolinha de futebol com mais de 200 alunos. As crianças jogavam bola com orientações de professores, tinham o suporte de assistentes sociais e ainda recebiam cesta básica. E a única exigência era estar matriculado e com notas boas.

Esse projeto durou alguns anos na antiga quadra da Abrãao Ribeiro.

A Mancha sempre manteve essa aproximação com as crianças. Geralmente, são os filhos dos nossos associados, só que alguns são de comunidades próximas a nossa quadra.

Festa do Dia das Crianças

Esse é uns dos maiores eventos da nossa entidade. Todo ano é feita essa festa para todas as crianças. São distribuídos presentes, lanches e refrigerante de forma gratuita. Além da área de diversão com vários brinquedos.

As crianças são puras e sinceras.

A Mancha entende que semeando o carinho teremos o amor dessas crianças para sempre. E, quem sabe, elas terão amor pelo Palmeiras e pela Mancha.

 

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