Valeu por você existir, Sergio Pellegrini!

Por: Torcida Mancha - 25 de agosto de 2017

Nesses 103 anos de existência do Palestra Itália e Sociedade Esportiva Palmeiras, temos inúmeras histórias de títulos, conquistas, reviravoltas, tropeços, derrotas, superação, amor, tristeza, entrega, felicidades e glórias.

Podemos homenagear e contar a histórias de várias pessoas importantes, só que escolhemos um que simboliza todos palestrinos/palmeirenses: Sergio Pellegrini.

O INÍCIO: PRESIDENTE HYGINO PELLEGRINI

Hygino Pellegrini foi o primeiro presidente após mudarmos o nome para S.E. Palmeiras, logo após o título Paulista de 1942 aonde morreu o líder (Palestra) e nasceu o campeão (Palmeiras).  Hygino Pellegrini assumiu a presidência do clube em outubro de 1942 e ficou até março de 1945, depois retornou à presidência em 1947 e ficou até 1949.

Grandes feitos históricos foram realizados no seu mandato. Por exemplo: inauguração dos jardins do clube social, pedra fundamental da construção do Ginásio do Palestra Itália, em 1947 a equipe de futebol fez excursão pela América do Sul, inauguração da nova quadra de basquete. E, lógico, títulos de Campeão Paulista (44 e 47), Torneio dos Campeões SP-RJ (44 e 47) e ainda o Vice-campeonato Paulista de 48.

QUEM FOI SERGIO PELLEGRINI?

Sergio Pellegrini era neto de Hygino Pellegrini. Sergio tinha o DNA de um presidente, tinha o DNA de um campeão, tinha o DNA de um empreendedor e visionário.

E Sergio tinha algo a mais… Uma vontade ferrenha, um amor incontestável e inigualável ao Palmeiras e seus torcedores.

Um homem inteligente, poliglota, um empresário bem-sucedido e que teve alguns casamentos… Só que nenhuma das 7 ou 8 mulheres que teve aguentou dividir, ou melhor, ficar em segundo plano, pois o primeiro plano era sempre o Palmeiras.

O Palmeiras era sua vida. Não obteve o maior cargo do clube para seguir os passos do avô (chegou a se candidatar em 2010), mas foi diretor de marketing do clube nos anos 80 e depois voltou a dividir esse cargo nos anos 2000. Foi conselheiro e virou vitalício. Um homem envolvido e preocupado com a política do clube.

Possivelmente, não virou presidente, pois seu temperamento era explosivo demais. Típico italiano com tom de voz alto e no seu vocabulário palavrões eram termos constantes.

Afinal, o Sergião era ousado, abusado e muitas vezes irreverente.

SERGIÃO E A MANCHA VERDE

Um homem com essas características, em pouco tempo se aproximou de uma torcida que nascia em 1983 com o intuito de mudar a postura dos palmeirenses. Ser autêntica, polêmica, sincera e buscando o bem do Palmeiras, doa a quem doer. A Mancha tinha tudo a ver com Sergio.

Foi questão de tempo para a Mancha e Sergio Pellegrini se tornarem algo único.  Na época em que era diretor de marketing do Palmeiras, as suas ideias eram o pensamento da Mancha. Digamos que algumas até radicais demais.

Sergião passou a acompanhar a Mancha e a liderança da torcida foi se aproximando e convivendo com esse homem único. Ele passou a ser um guru de alguns líderes da torcida. Era o homem que dava conselhos de condução da entidade, como também para a vida pessoal de cada um.

Em certo momento da sua vida, quando estava estabilizado financeiramente, ajudou e muito a Mancha Verde e sua intensidade era tanta que nem o dinheiro parou com ele… E mesmo no seu momento de dificuldades financeiras, a sua ajuda para entidade foi extrema.

Algumas curiosidades do Sergião:

– O chamávamos de Vovô ou de Veio Louco. Sua mania de falar alto, gritar e xingar era única.

– Odiava o SPFC com todas as forças do mundo, mesmo o Corinthians sendo o maior rival, possivelmente pelo fato do clube do Morumbi ter tentando tomar o Palestra. O seu avô foi um dos homens que ficaram na trincheira, armados, defendo o nosso estádio.

– Chegou a morar algumas vezes no bairro do Morumbi, sempre que passava de carro em frente ao estádio do inimigo, parava o carro e cuspia no chão. E obrigava o seu filho fazer o mesmo.

– Inúmeras vezes pagou ingresso para a rapaziada da Mancha ou palmeirenses que estavam sem ingressos. Mesmo sem conhecer fazia questão de ajudar.

– Quantas e quantas vezes comprou uma camisa da Mancha ou do Palmeiras e deu para alguém que não tinha condições de comprar.

– Quantas e quantas vezes ouviu e deu conselhos de vida para o nosso povo.

– Qualquer assunto que tratávamos, a primeira pergunta era: “ele é palmeirense?”

– Tinha a missão de transformar a criançada em palmeirense.

Sergio Pellegrini faleceu em 13 de julho de 2015, sem ser presidente da S.E.Palmeiras.

Porém, com certeza, foi um dos maiores palmeirenses que já existiu na face da Terra.

Nesses 103 de história do nosso clube os seus feitos e sua memória são lembradas pela Mancha Verde.

Parabéns, S.E.Palmeiras, e graças à sua existência tivemos o prazer de conviver com um ser humano acima da média.

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